quarta-feira, 31 de julho de 2013

CONCEPT BLINDAGENS


BLINDADOS POPULARES


domingo, 21 de julho de 2013

CONGRESSO E EXPO FENABRAVE 2013


BLINDAGEM DE HELICÓPTEROS ESQUILO/HELIBRAS

Blindagem amplia segurança de helicóptero em ambientes hostis

O sistema de blindagem dos helicópteros Esquilo produzidos pela Helibras oferece proteção às tripulações e às partes da aeronave consideradas vitais, contra armamento portátil de calibre 7.62 e 5.56 mm nível III, aumentando sua capacidade de atuação em ambientes hostis.
A instalação consiste em colocar placas removíveis de material resistente aos impactos de armas de fogo em pontos estratégicos da aeronave. A configuração é personalizada em função da necessidade operacional e do risco da missão. A blindagem pode envolver desde o piso da cabine até um tanque de combustível autovedante.
Desenvolvido com base na experiência operacional dos helicópteros Esquilo utilizados pelas forças policiais de todo o mundo, o sistema representa um custo adicional equivalente a menos de 10% do valor da aeronave. O cliente pode optar por instalar todas as partes, ou apenas algumas delas, conforme o grau de ameaça esperada na missão.
Os componentes das placas blindadas são produzidos com materiais de alta performance, que oferecem propriedades balísticas e altíssima aderência, aprovados pelos mais rígidos institutos europeus e norte-americanos, como o laboratório H.P.White, dos Estados Unidos, e o de Mellrichstadt, da Alemanha. Eles foram desenvolvidos em conjunto com a Inbra-Aerospace, empresa brasileira especializada em blindagens aeronáuticas e certificada para fornecimento às Forças Armadas e polícias civis e militares.
Segundo o chefe da Divisão de Projetos da Helibras, engenheiro Walter dos Santos Filho, “a instalação das placas blindadas é totalmente modular e removível, e visa adequar a aeronave às operações específicas da área policial ou de defesa”; quanto ao seu desenvolvimento, completa o diretor industrial da INBRA-Aerospace, Melis de Bruyn, “ a solução desenvolvida especialmente para esta aeronave, é resistente a vários disparos, conciliando proteção e baixo peso, com design discreto”.
Pás resistem a projéteis
O engenheiro Walter destaca ainda uma vantagem adicional dos helicópteros comercializados pela Helibras quando submetidos a ambientes hostis. “As pás dos rotores de nossas aeronaves são produzidas com um material composto cujo desempenho balístico é superior ao das pás metálicas. Caso atinjam as pás, os projéteis atravessam esse material sem provocar trincas, pois a concepção da peça, patenteada pela Eurocopter, impede que a rachadura se propague e a pá se quebre em voo”. Essa tecnologia está hoje em todas as pás de helicópteros produzidos pela Eurocopter.
O modelo de aeronave multimissão Esquilo é o mais utilizado pelas forças policiais de todo o mundo. Segundo Mauro Henrique Ayres, gerente do mercado governamental da Helibras, “atualmente, mais de 330 helicópteros desse modelo, representando mais de 40% do mercado, são empregados pelas polícias de países como os EUA, França e Inglaterra – 160 dos quais nos EUA. A polícia de Los Angeles, na Califórnia, por exemplo, trocou, há dois anos, seus helicópteros antigos por Esquilos produzidos pela Eurocopter, contando, atualmente, com 15 dessas aeronaves”.
No Brasil, cerca de 100 helicópteros AS350 Esquilo são operados por polícias militares e civis e corpos de bombeiros, em vários estados, atuando em missões de patrulhamento, resgate de vítimas em acidentes, combate a incêndios e operações de busca e resgate, prestando imprescindível apoio às unidades terrestres em ambientes hostis.
As polícias militares do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais foram pioneiras na utilização do helicóptero como fator inibidor do crime. Hoje, as corporações do Distrito Federal e dos Estados do Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Tocantins e Santa Catarina, além da Força Nacional de Segurança Pública e da Polícia Federal, operam com aeronaves Esquilo.

Fonte: Convergência Comunicação Estratégica.

BLINDAGEM DE VEÍCULOS BATE RECORD

Blindagem de veículos bateu recorde no ano passado

No início do mês, dois casos de assalto nos quais vítimas foram abordadas em seus veículos em rodovias da região e levadas pelos ladrões fez soar o alerta para os crimes que ocorrem no trânsito. Em uma das ocorrências, um grande executivo de Itapira que estava em um carro blindado dirigido por um motorista foi uma das vítimas. O motorista do veículo preferiu colaborar com as ordens dos ladrões, e não arriscar, colocando à prova a segurança do blindado.
De acordo com levantamento feito pela Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), 8.384 veículos foram blindados em 2012, um crescimento de 2,7% na comparação com 2011. A amostragem levou em consideração 32 empresas que prestam este tipo de serviço e que são associadas à entidade, sendo que elas representam cerca de 75% da produção de veículos blindados no Brasil.
O estudo aponta ainda os estados que mais utilizam o serviço de proteção balística, e em primeiro lugar se destacou São Paulo, que concentra 72% dos pedidos de veículos blindados de 2012. No ano passado, o estado teve 6% de aumento na taxa de roubos e furtos de automóveis, em comparação com 2011.
Em seguida vem o Rio de Janeiro, com 8%, Pernambuco (6%), Ceará e Bahia (2% cada). Os 10% restantes do universo blindado estão distribuídos entre Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Entre os clientes das empresas de blindagem, a maioria é de homens, que representaram no ano passado 57,5% da procura pelo serviço contra 42,5% das mulheres. Ainda que elas sejam a minoria, houve crescimento em relação a 2011, quando 35% das mulheres adquiriram a blindagem para os veículos.
Em relação a profissão dos clientes das empresas blindadoras, quase 80% são de empresários e executivos, seguido por cantores e artistas, que representam 10% do montante.

Sobre homens e mulheres, a taxa de compra de blindagem em 2012 foi maior entre pessoas de 30 a 60 anos, sendo que dentro desta faixa, os homens de 30 a 39 anos procuraram mais o serviço, e no caso das mulheres, a idade da maioria das clientes era de 40 a 49 anos.
Veículos
O estudo aponta ainda que veículos de modelo SUV (que unem características de automóveis de passeio com os off-road) foram os mais escolhidos para passarem pelo processo de blindagem. O VW/Tiguan, que figurou no primeiro semestre de 2012 como o segundo mais blindado, fechou o ano em primeiro lugar.
Já o tipo da proteção mais pedida no ano passado, foi a de nível III-A, que suporta até tiros de submetralhadoras (pistolas) 9mm e revólveres .44 Magnum, e o custo médio para se blindar um veículo nesse nível em 2012 foi de R$ 47.300,00.
FONTE O POPULAR DIGITAL

sábado, 20 de julho de 2013

ESPAÇO ARMURA


INAUGURAÇÃO DO ESPAÇO ARMURA DA DUPONT



A inauguração do Espaço Armura® faz parte da estratégia da DuPont de ampliar a sua participação no mercado de blindagens, por meio de uma tecnologia que oferece proteção contra as violências dos grandes centros urbanos do país. 
Criada em parceria com a RT Blindados, a loja é a primeira da marca e possui consultores treinados para apresentar os materiais de alta performance utilizados na composição do sistema de blindagem da DuPont. 
O Espaço Armura® comercializará veículos blindados com o sistema DuPontTM Armura® para pronta entrega. 
A piloto Bia Figueiredo e o jornalista Celso Zucatelli participaram de um talk show realizado durante o evento de inauguração da loja, na noite desta terça-feira (25). 
A DuPont, em parceria com a RT Blindados, apresenta um novo canal de venda do sistema de blindagem automotiva da marca: o Espaço Armura®. Especialmente criada para atender os consumidores interessados em conhecer e adquirir a tecnologia, a loja é a primeira da marca a comercializar veículos blindados com DuPontTM Armura® para pronta entrega, além de oferecer todo o suporte técnico necessário para os clientes que desejam blindar os seus automóveis. 
“Trata-se de uma iniciativa inovadora para a companhia e que objetiva criar um canal aberto com o consumidor, permitindo o entendimento claro do conceito do produto e questões relacionadas com a durabilidade e performance. Isso deve ajudar todos os canais que atualmente comercializam DuPontTM Armura®, ampliando a nossa participação no mercado de brasileiro de blindagens. Vale ressaltar que o sistema de blindagem automotiva da DuPont oferece a proteção necessária contra a violência observada nos grandes centros urbanos do país, sem qualquer prejuízo no desempenho do veículo e de seus componentes”, destaca Carlos Benatto, gerente de DuPontTM Armura®. 
Hoje, o mercado brasileiro de blindagens civis é o maior do mundo. Segundo levantamento conduzido pela Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), 8.384 veículos foram blindados em 2012, um crescimento de 2,7% na comparação com 2011, quando o país já havia batido o recorde no número de carros que receberam a proteção balística. São Paulo é a cidade que concentra o maior número de blindagens, com 72% de todas as instalações. “O número é um reflexo da preocupação do brasileiro com a segurança no trânsito, especialmente da violência que observamos nos cruzamentos. O resultado é uma maior demanda deste mercado por tecnologias altamente eficazes para blindagem de veículos”, ressalta Benatto. 
Além da possibilidade de comprar um veículo blindado com a tecnologia da DuPont, a loja possui consultores capacitados para identificar a necessidade do cliente e, acima de tudo, apresentar todos os testes envolvidos no desenvolvimento de Armura®, como a análise de resistência balística. Os clientes também são convidados a participar do Armura® Experience, evento especial no qual são realizados testes balísticos com o produto, demonstrando a performance das tecnologias utilizadas na blindagem dos vidros e da lataria do veículo.
A loja está localizada na Avenida Ibirapuera, 2678 – Moema (SP). 
Popularização do mercado de blindagens
Desde o seu lançamento, DuPontTM Armura® contribui para a popularização do mercado brasileiro de blindagens. Em 2012, a empresa registrou um crescimento de 68% nas vendas do produto quando o desempenho é comparado ao ano anterior, resultado dos investimentos da empresa no lançamento de novos modelos e no desenvolvimento de novos canais de venda junto às blindadoras e concessionárias. 
Quando analisado o perfil do consumidor, os homens ainda lideram a decisão de compra, representando 76% das vendas de Armura®. No entanto, as mulheres lideram o percentual de usuárias, 51% segundo dados da companhia. “A compra é realizada pelos homens preocupados com a segurança de suas esposas e filhos. No entanto, este cenário vem mudando nos últimos anos e a mulher já representa uma parcela importante”, destaca Benatto. 
Lançado em 2008, DuPontTM Armura® foi desenvolvido para atender a demanda do mercado brasileiro por sistemas de proteção balística mais acessíveis, principalmente contra a violência observada nos grandes centros urbanos do país. Atualmente, o produto está disponível para 20 modelos de automóveis cujos preços variam de R$ 18.950,00 a R$ 33.000,00. Entre os diferenciais, destaque para: 
Cerca de 90 quilos de peso adicional, não prejudicando o desempenho do veículo e dos componentes propostos pelo fabricante.
Instalação simples e rápida, realizada em até 15 dias úteis.
DuPontTM Armura® não provoca alterações significativas no consumo de combustível.
Três anos de garantia com a qualidade e a credibilidade da marca DuPont.
Evento de inauguração
A inauguração da loja ocorreu na noite desta terça-feira (25) para convidados da DuPont e da RT Blindados. Na ocasião, as empresas preparam um talk show especial com a piloto Bia Figueiredo, a primeira brasileira a disputar a Fórmula Indy. 
Entrevistada pelo jornalista e apresentador Celso Zucatelli, Bia dividiu com o público de onde veio a paixão pelo automobilismo, os principais campeonatos, o desafio de ingressar na Fórmula Indy e a preparação exigida nos treinos. “São campeonatos de alta velocidade e que exigem uma preparação física e mental muito grande por parte do piloto. Nas 500 milhas de Indianápolis, por exemplo, um desvio de atenção pode comprometer a sua participação na prova”, destacou Bia durante a entrevista. A velocidade média dos carros da Fórmula Indy é de 300 quilômetros por hora. 
Segurança e tecnologia
DuPont™ Armura® é certificado pelo Ministério da Defesa e se enquadra no Nível I da norma NBR 15000 da ABNT, atendendo aos rígidos padrões de segurança para materiais de blindagem. Todos os componentes do sistema oferecem proteção contra tiros de armas calibre 38 e abaixo, atendendo assim a demanda dos consumidores por proteção contra os perigos dos grandes centros urbanos. 
Composição da blindagem na parte opaca (lataria do veículo)
DuPontTM Kevlar®: também utilizado na composição de coletes à prova de balas da SWAT norte-americana, DuPontTM Kevlar® é a tecnologia que registra o maior índice de aplicação em projetos de segurança e proteção. Essa fibra possui um desempenho superior em resistência à tração, uma característica de grande importância nas aplicações balísticas. Os painéis de DuPontTM Kevlar® que compõem o sistema DuPont™ Armura® são leves, flexíveis e já são pré-moldados para facilitar o encaixe preciso, tornando a instalação mais rápida e segura. 
Composição da blindagem nos vidros
DuPontTM SentryGlas®: é um polímero que melhora expressivamente a durabilidade dos vidros blindados, evitando a delaminação, ou seja, o surgimento de bolhas de ar. O material possui propriedades estruturais que proporciona resistência quando submetido a grandes esforços. Aplicado nas camadas intermediárias dos vidros blindados, DuPontTM SentryGlas® oferece a resistência necessária para absorver a energia do impacto.
DuPontTM Spallshield®: o produto é aplicado na camada interna dos vidros, formando uma lâmina resistente e que contribui para a retenção dos estilhaços no momento do impacto. 
Mais informações sobre o produto estão disponíveis no site www.armura.com.br. 
Sobre a DuPont
Desde 1802, a DuPont (NYSE: DD) traz ao mundo o melhor da Ciência em forma de produtos, materiais e serviços inovadores. A companhia acredita que por meio da colaboração com clientes, governos, ONGs e líderes de opinião é possível encontrar soluções para os desafios globais, provendo alimentos saudáveis e suficientes para a população mundial, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e protegendo a vida e o meio ambiente. Para mais informações sobre a DuPont e seu compromisso com a inovação, acesse www.dupont.com. 

FONTE PORTAL SEGS

REVISTA BLINDAGEM & SEGURANÇA


O BARATO PODE SAIR CARO DEMAIS !

Blindados: custo baixo, risco alto



Em função da crescente violência urbana, muito se tem falado em blindagem, mas pouco se diz sobre como contratar uma empresa blindadora capaz de entregar um serviço 100% confiável. A primeira providência é certificar-se de que a blindadora seja uma autêntica indústria de blindagem, com anos de experiência e referências, e que vive segurança como seu único objetivo empresarial. Blindadoras conceituadas assinam embaixo do serviço que oferecem e seus preços são justificáveis. Os materiais utilizados (manta de aramida e vidros) devem ser perfeitos, ter qualidade certificada e estar dentro das normas de segurança exigidas pelos órgãos competentes. Para chegar a esse nível, existe uma ampla tecnologia envolvida no processo de fabricação de tais produtos. Além disso, o serviço de blindagem com qualidade necessita de mão-de-obra especializada. Fuja dos preços baixos. Muito cuidado, portanto, com promessas de preços baixos, pois neste caso pode ser sinônimo de risco de morte. Para cobrar um preço inferior, algumas empresas utilizam material de segunda linha ou mesmo com defeitos (rejeitado pelas blindadoras conceituadas) e, muitas vezes, colocam o material de proteção (manta de aramida) somente em algumas partes do veículo, deixando outras partes vulneráveis a perfurações. A Oregon Blindados, com dez anos de experiência no mercado, garante os serviços de blindagem de seus veículos tanto em relação ao material utilizado quanto à mão-de-obra empregada. A empresa tem hoje mais de 1200 carros blindados circulando nas ruas da capital S.P., sendo que nenhum deles retornou à fábrica por problemas de má qualidade dos serviços ou do material. Faça a escolha certa. Uma vez escolhida a blindadora, solicite referências que demonstrem a experiência de mercado e o grau de satisfação dos clientes. Defina conjuntamente o nível de proteção apropriado ao seu caso (em função do risco), bem como as condições contratuais e de garantia do serviço. Lembre-se de que o veículo blindado é na verdade um novo veículo. Assim, a empresa blindadora tem por obrigação fornecer ao cliente todas as informações necessárias para o uso correto do automóvel blindado e sua manutenção. Tratando-se de blindagem, fuja das armadilhas. O barato pode sair caro demais.

FONTE FALLAVENA & FALLAVENA

BLINDAGEM SEGURA

BLINDAGEM DE AUTOMÓVEIS


BLINDADOS USADOS

Menor custo e pronta entrega são vantagens para quem opta por esse tipo de proteção
A compra de um carro blindado deixou de ser um sonho de consumo e, para muitas pessoas, se tornou um imperativo para se proteger contra a violência crescente, principalmente nos grandes centros urbanos. “O ideal é um carro zero, mas o blindado usado também é uma boa opção para quem busca segurança, desde que se tomem alguns cuidados. O menor custo com relação à blindagem de um veículo novo é uma das vantagens de quem faz essa escolha” afirma Christian Conde, presidente da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin).
O executivo da Abrablin diz que a opção também é vantajosa para quem não pode esperar o tempo necessário para a realização do serviço de blindagem. ”Nas empresas devidamente registradas, o período para se blindar um veículo chega a 30 dias. Se há urgência, o melhor é optar por um veículo usado já blindado, sem esquecer, antes, de analisar a procedência do carro e a idoneidade da blindadora que executou o serviço. Essa precaução evita problemas com empresas ‘piratas’”, explica Conde.
Outros cuidados básicos, entretanto, devem ser tomados na hora de adquirir um usado com proteção blindada. “Todos os produtos com resistência balística são controlados pelo Exército. As empresas que produzem, comercializam ou realizam qualquer outra transação comercial com este tipo de produto (mesmo as locadoras de veículos blindados) precisam possuir o Certificado de Registro (CR) junto ao Exército. Sem esse documento, essas empresas funcionam irregularmente. Deve-se verificar se o revendedor possui o certificado”, alerta o presidente da Abrablin.
“A empresa também é obrigada a entregar um Termo de Responsabilidade a seus clientes. Todos os materiais utilizados na blindagem e seus respectivos números de ReTEx devem estar discriminados neste documento”, afirma. O ReTEx (Relatório Técnico Experimental) é emitido pelo Exército. Ele comprova que a empresa que produziu o material providenciou os testes exigidos.
Atenção na hora da compra
Confira outras orientações da Abrablin:
– É preciso conferir se a blindagem foi realizada em todas as partes do veículo. Não só o vidro, mas toda a cabine deve receber a proteção. A blindagem parcial é proibida pelo Exército.
– Antes de efetuar a compra, deve-se observar a suspensão e os freios do carro. O excesso de peso, conseqüência da blindagem, aumenta o desgaste dessas peças e reduz o desempenho.
– Inspecione os vidros e verifique se há bolhas. O vidro blindado é formado por várias lâminas. O deslocamento de alguma delas, chamado de delaminação, provoca o surgimento dessas bolhas, o que reduz a resistência balística. Dependendo da situação, será necessária a troca do vidro.
– Antes de concretizar o negócio, deve-se observar se a blindadora que efetuou o serviço ainda existe. Se a empresa já tiver fechado, não há a quem recorrer em caso de defeito. Além disso, o veículo perde valor no mercado.


ENTENDA COMO FUNCIONA A BLINDAGEM DE AUTOMÓVEIS

Entenda como funciona a blindagem de automóveis
Proteção salvou vida de apresentador da TV Globo durante recente tentativa de assalto
Fonte: Fábio Rovedo de Mello, da Concept Blindagensquarta-feira, 10/07/2013 


No último dia 4 de julho, o jornalista da TV Globo Carlos Tramontina sofreu uma tentativa de assalto na zona Sul da capital paulista. Assustado com a abordagem do criminoso, o apresentador reagiu colocando o carro que dirigia em movimento, sendo alvejado por dois tiros que, de acordo com a polícia, acertaram o para-brisa e a maçaneta do veículo. A tentativa de assalto só não virou tragédia porque o carro de Tramontina era blindado.
A blindagem automotiva tem sido cada vez mais utilizada no país como alternativa de proteção frente à violência urbana. De acordo com a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), 8.384 veículos foram blindados em 2012, um crescimento de 2,7% na comparação com 2011, quando o país já havia batido o recorde no número de carros que receberam a proteção balística.
O universo da blindagem, porém, é acompanhado de muitas dúvidas. Como é feito esse tipo de proteção que salvou a vida do jornalista? Quais partes do carro recebem a blindagem? Para que tipo de carro o serviço é adequado?
O especialista Fabio Rovedo de Mello, da Concept Blindagens, responde as principais dúvidas sobre o assunto.
1) Qualquer veículo pode ser blindado?
Todos os modelos de carros podem receber a blindagem, com a ressalva de que tenham potência superior a 90HP. Veículos com potência menor - como os de motor 1.0 - não devem receber a proteção, já que o peso da blindagem adicionada ao veículo reduz o desempenho do mesmo, além de provocar acelerado desgaste de peças como suspensão, amortecedores, entre outras.
2) Como é feita a blindagem e em quais áreas do veículo?
Depois de passar por uma vistoria para verificar funcionalidade dos sistemas em geral, o carro recebe uma proteção externa. As peças internas de forração, bancos e sistemas de acionamento de vidros são desmontados, para que a parte opaca (lataria) receba os painéis balísticos. Eles são instalados no teto, portas, painel inferior (onde ficam os pedais), caixas de rodas, pára-lamas dianteiros e painel corta-fogo. Nas colunas, no encosto do banco e tampão traseiro, fechaduras e retrovisores das portas é colocado aço inox. O aço também é fixado em toda a borda do pára-brisa, vigia, portas e vidros fixos para impedir qualquer ponto de vulnerabilidade que pode haver nas dobras do painel. Na área transparente do automóvel, os vidros são substituídos por outros especiais, compostos por diversas lâminas de vidros e polímeros. O número de camadas varia de acordo com o nível de proteção.
3) Quanto tempo demora o processo de blindagem?
O trabalho é feito em aproximadamente 30 dias. O ideal durante esse período é que o dono do carro visite a fábrica para acompanhar todas as etapas do processo. Isso gera mais confiança com relação ao trabalho ali realizado e constata que o que foi vendido foi realmente executado.
4) Qual é o nível de blindagem mais recomendado?
O nível mais utilizado do mercado é o III-A, que suporta até que suporta até tiros de pistolas 9mm e revólveres .44 Magnum. Esse nível de proteção é o mais adequado a atual realidade enfrentada nos grandes centros, pois garante proteção contra as maiores ameaças de armas curtas de fogo (revólveres, pistolas e submetralhadoras) existentes nas mãos da criminalidade.
5) Para se blindar um carro, há documentações específicas?
Sim. Tanto pessoa física quanto jurídica precisa apresentar vários documentos, inclusive atestado de antecedentes criminais para solicitar a licença, que é obrigatória junto ao Exército Brasileiro.
6) Quais cuidados devem ser tomados na escolha da blindadora?
Solicitar documentos que comprovem que a empresa é legalizada junto ao Exército Brasileiro, na Polícia Civil e na Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin). Verificar se os fornecedores utilizados por ela também são legalizados junto ao Exército. Atentar para propostas mirabolantes e preços muito baixos, pois podem estar comprometendo a sua segurança. Comprovar idoneidade da empresa, transparência e tempo de atividade no segmento são outros cuidados importantes que devem ser analisados antes de se bater o martelo e concretizar o negócio com qualquer empresa.

FONTE VIP MARCAS



PAPAMÓVEL SEM BLINDAGEM PREOCUPA AUTORIDADES


FALTA DE BLINDAGEM DO PAPAMÓVEL

A falta de blindagem do papamóvel preocupa os responsáveis pela segurança do papa Francisco durante a Jornada, entre 23 e 28 de julho. Segundo o general José Abreu, teme-se por algum "ato de hostilidade".
"A blindagem nos deixa mais tranquilos. Se houvesse a blindagem seria melhor. Essa é uma escolha pessoal, respeitamos, mas não é nada agradável para a segurança", afirmou o general.
A falta de blindagem no papamóvel, uma escolha do papa Francisco, tem desagradado o governo brasileiro.
Ontem, os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Defesa, Celso Amorim, foram ao Rio para discutir o tema com representantes do Vaticano.

Caso a decisão de não usar blindagem seja mantida, os responsáveis pela segurança do papa no Brasil buscarão alternativas com o aumento de efetivo em torno do veículo.

FONTE FOLHA PRESS

RESISTÊNCIA BALÍSTICA


CADILLAC ONE - O CARRO DE OBAMA


BLINDAGEM CHEGA À CLASSE MÉDIA. MAS VALE A PENA?

Blindagem chega à classe média. Mas vale a pena?

Para tentar se proteger da violência urbana, um número cada vez maior de brasileiros opta por blindar seus veículos


Você já pensou em ter um carro blindado? Ano após ano, uma maior parcela dos brasileiros passa a considerar esta possibilidade. A falta de segurança nas grandes cidades somada aos crescentes índices de violência faz com que os mais favorecidos financeiramente invistam umdinheiro alto para blindarem seus veículos e circular pelos centros urbanos com mais segurança, ou pelo menos, com a sensação de estarem mais protegidos. A novidade é que agora a blindagem passou a ficar mais acessível e até modelos novos estão sendo vendidos já blindados. 


O Brasil possui uma frota de cerca de 120 mil veículos blindados. Para termos uma ideia, no ano de 2003 o número de carros com proteção balística no País era de 22 mil veículos, o que representa um crescimento estrondoso de 445% em dez anos. 
Raul Boesel, DJ e ex-piloto de Fórmula 1

"Aconselho o carro blindado 100%"

O ex-piloto de Fórmula 1 Raul Boesel descobriu da pior forma a utilidade da blindagem. Seu irmão mais novo foi assassinado num assalto em 2001 e viu sua família sofrer várias tentativas de assalto. Desde que voltou ao Brasil, ele não dispensa a blindagem em seus carros.

Desde quando você utiliza a blindagem em seus veículos e por que resolveu adotar a proteção?

Voltei para o Brasil em 2002 e desde então uso carro blindado. A razão é muito triste, meu irmão caçula foi assassinado em um assalto aqui em São Paulo no dia 26 de janeiro de 2001, uma segunda-feira de Carnaval às duas horas da tarde. Além disso, minha esposa Deborah por duas vezes passou por tentativas de assalto e meu filho Enrico também. O problema é grave.

Você consideraria utilizar a nova blindagem "popular" da DuPont? Se não, por quê?

Acho que todos que tenham condições de se proteger não podem se poupar, não vejo a situação melhorar, bem pelo contrário, por isso aconselho o carro blindado 100%.

Quais hábitos você passou a adotar após utilizar os blindados?

Sempre estar atento onde estacionar, entrar rápido no carro e imediatamente trancar as portas antes de ligar o carro, sempre estar atento aos retrovisores e deixar algum espaço entre o carro da frente quando parado em semáforos.

Você se sente inseguro ao andar no carro de alguém que não possua a proteção balística ou nem pensa nisso?

Nas cidades perigosas sim, como Rio e São Paulo. Nesses locais, as chances de um assalto ou uma tragédia são maiores. Infelizmente a segurança no Brasil inteiro está muito precária, a impunidade fez os marginais perderem o valor de uma vida.

Mesmo com o costume de blindar os veículos, você não dispensa o uso da motocicleta. Não tem medo?

O trânsito em São Paulo virou um caos, ainda mais com o governo incentivando a venda de carros sem nenhum plano de infraestrutura. Sei que estou sendo 8 ou 80, mas a motocicleta passou a ser uma necessidade para locomoção. É meio contraditório ficar entre o carro blindado e motocicleta e confesso que ando de moto com certo medo, onde você fica mais exposto e vulnerável. É nossa realidade. Sinto prazer em viajar de moto, mas na cidade é sempre muita tensão.

Hoje, o mercado brasileiro de blindagens civis é o maior do mundo, tipo de recorde do qual não podemos nos orgulhar. Em média, uma pessoa gasta cerca de R$ 47.300 para blindar seu veículo, o que não deixa de ser um valor significativo mesmo em veículos que custam mais de R$ 200 mil.

Mesmo assim, trata-se de um mercado promissor e, de acordo com a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), apresenta um crescimento de 5% ao ano. Para abocanhar uma parcela deste nicho, empresas como a DuPont, estão investindo em um sistema de blindagem “popular”, mais acessível – que chega a custar até 50% menos que a blindagem tradicional.

A sacada da marca foi desenvolver kits pré-moldados para 20 modelos de automóveis, com preços que variam de R$ 18.950,00 a R$ 33.000,00. Para se blindar um Chevrolet Agile vendido por cerca de R$ 40 mil, por exemplo, o cliente desembolsaria metade do valor pago pelo veículo, R$ 21.950. Batizada de Armura, a blindagem “popular” é mais leve, adiciona cerca de 90 quilos ao veículo enquanto a proteção mais comum pode adicionar até 170 quilos extras. Para conquistar clientes, a marca ainda afirma que seu produto não provoca alterações significativas no desempenho e consumo de combustível e, além disso, a instalação é feita em apenas 15 dias úteis.

No entanto, embora o produto seja certificado pelo Ministério da Defesa, ele se enquadra no nível I da norma NBR 15000 da ABNT que oferece proteção contra tiros de armas calibre 38 e abaixo. Segundo Rodrigo Fukuoka, chefe dos investigadores da Divisão Especial de Atendimento ao Turista - DEATUR - , os calibres mais utilizados pela bandidagem são os das armas que tem venda autorizada no País ( como .38, .32, 380). "Geralmente são armas que os bandidos roubam de vigilantes e seguranças particulares de estabelecimentos comerciais. No entanto, de dez anos para cá calibres restritos começaram a ser vistos em assaltos comuns, o que é reflexo do contrabando de armas que vem do Paraguai, país que faz fronteira com o Brasil", explica. 

Embora o produto da DuPont tenha contribuído para uma popularização do serviço, a blindagem mais praticada no mercado ainda é a de nível III-A, que suporta até tiros de submetralhadoras (pistolas) 9mm e revólveres .44 Magnum. Fukuoka acredita que a classe média não irá poupar esforços para instalar a proteção balística mais em conta, o que não deixa de ser uma vantagem, pois, segundo ele, é melhor estar 10% mais protegido do que nada.

Outro cuidado para quem pensa em blindar o veículo é procurar empresas sérias que que saibam fazer a instalação adequada do produto. "Não adianta a blindadora vender o material adequado se não possui a capacidade técnica para instalá-lo”, conclui.

Segundo levantamento conduzido pela Abrablin, 8.384 veículos foram blindados em 2012, número que deve crescer em 2013. No ranking dos estados que mais blindam veículos, segundo a pesquisa da entidade, São Paulo é o primeiro, com 72%, seguido pelo Rio de Janeiro, com 8%. Os outros três estados que mais investem neste tipo de proteção ficam no Nordeste: Pernambuco (6%), Ceará e Bahia (2% cada).

Quem blinda mais?

De acordo com a DuPont, os homens ainda lideram a decisão de compra, representando 76% das vendas do Armura. No entanto, as mulheres lideram o percentual de usuárias, 51% segundo dados da companhia. “A compra é realizada pelos homens preocupados com a segurança de suas esposas e filhos. No entanto, este cenário vem mudando nos últimos anos e a mulher já representa uma parcela importante”, destaca Carlos Benatto, gerente do DuPont Armura.

Você sabe usar?

Para valer o que se paga, os adeptos dos sistemas de blindagem devem adotar novas atitudes no dia a dia. Manter os vidros sempre fechados e redobrar a atenção ao desembarcar do veículo são alguns exemplos. Confira outros cuidados que são necessários para conservar e até prolongar a vida útil da blindagem:

Ao entrar ou sair do veículo, não deixe as portas abertas por mais que o necessário. O excesso de peso pode desalinhá-las.
Nunca feche a porta com a janela aberta, o vidro pode trincar.
Ventosas de aparelhos GPS danificam o policarbonato da parte interna do vidro, o que pode comprometer a eficácia da proteção.
Fique atento a variações bruscas de temperatura, pois a oscilação pode provocar trincas na blindagem.

Proteja seu veículo do sol, o calor intenso pode provocar a delaminação dos vidros.
Nunca ande com o vidro aberto em estrada de terra. A trepidação pode rachá-lo.
Fuja da travessia de ruas alagadas. Se o carro ficar preso na água, a manta balística pode ser afetada pela umidade, o que reduz seu poder de proteção.
Para limpar a parte interna dos vidros, use apenas uma flanela, água e sabão neutro. A película interna pode riscar ou se soltar com produtos abrasivos ou solventes. Também tome cuidado com anéis ou crianças com brinquedos.

O fato é que a violência é uma realidade no Brasil, estamos expostos a ela e devemos encontrar meios para minimizar seus efeitos em nossas vidas. Constatamos que não há meios de estarmos 100% seguros, infelizmente. Portanto, se tivermos condições de nos proteger, por quê não o fazer?

FONTE IG CARROS

CARROS BLINDADOS EM ANGOLA

Carros blindados atraem angolanos e chineses

O clima de insegurança que se vive em zonas do país tem levado a que um número considerável de empresários nacionais e chineses optem pela compra de automóveis blindados, para garantirem a sua segurança e dos seus funcionários.

Ricardo Paulo, um dos gestores da empresa Asmanra Lda, referiu que os carros à prova de balas protegem muito as pessoas que transportam diariamente elevadas quantias monetárias não só a nível de Luanda como das demais províncias, no seu dia-a-dia.
Os automóveis com estas características acabaram por se constituir nos meios apropriados que alguns empresários que trabalham fora da capital do país encontraram para protegerem não só as suas vidas como os seus bens materiais ou monetários.
“Temos clientes que trabalham em outras provinciais e eram constantemente assaltados por marginais, mas que viram esta situação resolvida depois de adquirirem veículos que tínhamos à disposição”, frisou. Acrescentou ter vários clientes que optam por comprar dois ou três carros anti-bala para transportar valores.
A título de exemplo, Ricardo Paulo contou a história de um cliente, que consideram ser bastante fiel àquela concessionária, cujos funcionários da  eram constantemente assaltados no momento em que transportavam elevadas somas do seu empreendimento para uma  agência bancaria da cidade e só conseguiu pôr cobro a esta situação com a compra de um veículo com esta especificidade.
Apesar de não conseguir precisar se os assaltos resultavam de uma combina entre os funcionários da referida empresa com os marginais, disse que os carros ficavam totalmente perfurados com as balas e os seus utentes com graves ferimentos.
No momento em que a equipa de reportagem de O PAÍS visitou o stand Asmanra, no município de Belas, nesta quarta-feira, 17, constatou a existência de mais de três veículos blindados na montra, nomeadamente, um Toyota Lande Criuser VX, Rav4 Chinês e um Toyota Hilander. Junto à porta de entrada, está exposto um vidro lateral de um carro que foi baleado, supostamente por assaltantes.
Para além destes veículos, Ricardo Paulo explicou que a sua empresa receberá nos próximos dias mais duas viaturas com as mesmas características de marca Lande Rover Discoverye e Lexus.
“O carro mais barato custa seis milhºoes de Kwanzas, que é o RV4 Chines, ao passo que o mais caro é o Lexus, cujo valor oscila entre os 30 os 35 milhões de Kwanzas”, declarou uma das funcionárias do stand que acompanhava de perto a entrevista.
Esta acrecentou que para além da entrega imediata, reservam aos interessados a possibilidade de encomendarem um carro com estas características desde que se comprometem a pagar uma caução que varia de 10 a 50 por cento do valor do veículo.
Segundo Ricardo Paulo, para além da componente de protecção, que os torna muito mais pesados em função do tipo de vidro e da chaparia, estes veículos têm as mesmas características mecânicas que os demais.
No que toca à quantidade de automóveis anti-bala até agora comercializado,  declarou que o número ainda não é muito elevado tendo em conta ao facto de terem inserido recentemente este tipo de veículo no seu portefólio.
“Temos comercializado alguns… não em enormes quantidades porque as pessoas estão a conhecer agora este meio e registamos é uma taxa elevada de indivíduos que vem se inteirar sobre as condições dos carros e os preços”, explicou e esclareceu que o fato destes veículos serem caros não tem consituido  empecilho para o negócio.
CRIVADOS DE BALAS, MAS EM VIDA
Os empresários chineses em Angola tornaram-se nos principais utentes destes meios especiais, em função da quantidade de assaltos que vinham sofrendo. Os clientes do Banco de Fomento e Crédito (BFA) que frequentam a agência do Lar do Patriota, deparam-se constantemente com a presença de um grupo de cidadãos asiáticos que se fazem transportar num automóvel de marca Mitisubish anti-bala para se prevenirem de possíveis assaltantes.
Como prova de que os chineses são as principais vítimas, o comerciante recordou a história de alguns empresários chineses que foram baleados por dois indivíduos de motorizada no momento em que saíam da loja da TDA, situada em Talatona, em plena luz do dia.
“Eles não entraram em pânico e se limitaram apenas a parar o carro porque tinham os pneus furados e ligaram para à Polícia Nacional pedindo ajuda. Depois de alguma insistência os marginais acabaram por desistir por se terem deparado com automóvel blindado”, contou.
O jovem empreendedor é de opinião que os marginais terão sido informados por alguém que os seus clientes se encontravam com alguma soma monetária no bolso, pela forma como a acção se desencadeou.
Na loja, O PAÍS encontrou dois placards retratando a história de utentes destes veículos que conseguiram sair ilesos de assaltos. Num deles, consta que no dia 15 de Setembro de 2011, às 11h30, o funcionário de uma empresa foi interpelado por um grupo de seis indivíduos armados, no momento em que acabavam de fazer compras algures do bairro Benfica. Os assaltantes fizeram 26 tiros contra o carro blindado, mas não ttiveram êxito.  
Contou que para além dos automóveis comercializados pela Asmanra, tem conhecimento da existência de carros similares adquiridos por particulares no exterior do país. No seu entender, esta escolha está relacionada com as possibilidades financeiras de cada um, tendo em conta que estes veículos não são acessíveis.
Ricardo Paulo apela às individualidades singulares ou colectivas que se dedicam a transportação de elevadas somas monetárias a não facilitarem perante as acções dos marginais, por estarem em jogo em primeiro lugar a vida dos seus funcionários e em segundo as suas finanças.
“É algo que pode-se tratar com zelo, mas que muitas vezes acabam por negligenciar e só quando acontece o pior é que se arrependem por não ter optado pelo reforço na protecção dos seus bens”, declarou.
De acordo com um anúncio fixado na vitrina na loja, os automóveis comercializados têm o certificado de protecção de B4 da categoria CEN Europa. “A unidade de controlo electrónico, o tanque de combustível, o tanque de água e a bateria têm protecção especial”, diz o documento escrito em português e mandarim.
Ele diz ainda que para além dos vidros, as colunas e as bordas das portas são anti-bala e que os pneus são dotados de um dispositivo que asseguram o andamento normal do veículo por mais de 30 quilómetros, a uma velocidade mínima de 50 quilómetros a hora, depois de atingidos, de modo a permitir ao utente retirar-se do local do crime do crime o mais rápido possível.
Na esperança de obter mais informações sobre este assunto por parte da Polícia Nacional, O PAÍS contactou o porta-voz da Direcção Nacional de Viação e Trânsito, superintendente chefe Angelino Serrote, mas o mesmo  recusou-se  a prestar qualquer informação alegando que carecia de autorização superior.
Tendo em conta que o comandante da unidade não se encontra no país, encaminhou-nos ao Director de Comunicação e Imagem do Comando Geral da Polícia Nacional, Aristófanes dos Santos, mas os nossos esforços não tiveram êxito.
ASSEMBLEIA TEM BMW BLINDADOS
Os deputados à Assembleia Nacional têm à sua disposição cerca de três BMW blindados pertencentes à frota do presidente daquela instituição desde a legislatura passada.

“O então presidente António Paulo Kassoma, optou por colocar os carros à disposição de qualquer deputado que mostrasse interesse em circular num deles por achar que a sua vida se encontrasse em perigo, desde que solicitasse por escrito”, contou a O PAÍS, um antigo deputado do partido no poder.
Este não conseguiu precisar se alguns dos seus colegas, independentemente da filiação partidária, chegou a solicitar a disponibilização de um destes meios rolantes.
Os automóveis fazem parte de um lote de 210 BMW, cujos modelos variam entre 550i e 540i, adquiridos em 2010 à empresa de Transporte de Cargas e Granel (TCG) para os representantes do povo na casa das leis.

FONTE O PAÍS

REPRESENTAÇÃO DE BLINDAGENS